quinta-feira, 24 de março de 2011

Vasco lança nova camisa e promove debate sobre racismo no futebol

Vasco lança nova camisa e promove debate sobre racismo no futebol

Pedro Ivo Almeida
No Rio de Janeiro - 24/03/2011
 
Buscando inspiração na sua luta histórica contra o racismo, uma das maiores vitórias da centenária história do clube, o Vasco lançou, nesta quinta-feira, em sua sede náutica, na Lagoa, zona sul da cidade, a sua nova terceira camisa. Toda preta e com os dizeres "Respeito, Igualdade, Democracia e Inclusão" estampados na altura do peito e na gola da camisa, o novo uniforme vascaíno resgata a tradição social do clube de São Januário.

LANÇAMENTO DA NOVA CAMISA VASCAÍNA

  • Marcelo Sadio/ Site oficial do Vasco Dinamite (d) recebe o ex-ministro da igualdade racial, Elói Ferreira, no debate sobre o racismo
  • Marcelo Sadio/ Site oficial do Vasco Os dizeres "Respeito, Igualdade, Democracia e Inclusão" resgatam a luta contra o racismo
Acostumados a desfilar os talentos nos gramados, Fernando Prass, Dedé e Bernardo vivenciaram uma nova experiência, desfilaram na passarela montada para o desfile dos novos uniformes e foram os modelos da apresentação.
Além da homenagem aos "Camisas Negras" (como eram conhecidos os jogadores da época), a nova camisa tem o seu lado moderno. Composta por uma mistura de tecidos que mistura fibras naturais do algodão a nova roupa promete mais performance, leveza, conforto, rápida absorção, além do transporte e secagem do suor aos jogadores.
Lembrando a resposta histórica do Vasco contra a segregação social e racial sofrida pelo clube no início da década de 20, o presidente Roberto Dinamite destacou a importância do ato vascaíno na história do futebol mundial. Segundo o mandatário, o esporte não teria conhecido grandes craques como Pelé, Didi, Garrincha, Barbosa, entre outros.
"Fico muito feliz em poder lançar uma camisa com tamanho significado histórico, esse era o nosso objetivo. Esta luta contra o racismo foi um capítulo mais que fundamental na história do Vasco e, principalmente, do futebol. Sem esta liberação aos negros, não teríamos o surgimento de gênios como Pelé, Didi, Garrincha, Barbosa e tantos outros. É o Vasco, mais uma vez, mostrando a sua grandeza", declarou o mandatário cruzmaltino.
Além do desfile dos jogadores com a nova camisa, também foi realizado um simpósio onde foi discutido a questão do racismo no futebol. Com a presença de artistas, políticos e intelectuais, os debatadores discutiram a importância do Vasco na luta histórica, além do desdobramento do preconceito racial, presente até hoje nos estádios de todo o mundo.
A estreia da nova camisa está marcada para o próximo dia 3 de abril, na partida contra o Bangu, em São Januário, pela sexta rodada da Taça Rio
 

terça-feira, 15 de março de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A Cultura Negra em sala de aula

A CULTURA NEGRA EM SALA DE AULA

ERROS:
Abordar a história dos negros a partir da escravidão.Apresentar o continente africano cheio de estereótipos, como o exotismo dos animais selvagens, a miséria e as doenças, como a aids.Pensar que o trabalho sobre a questão racial deve ser feito somente por professores negros para alunos negros.Acreditar no mito da democracia racial.
ACERTOS
Aprofundar-se nas causas e conseqüências da dispersão dos africanos pelo mundo e abordar a história da África antes da escravidão.Enfocar as contribuições dos africanos para o desenvolvimento da humanidade e as figuras ilustres que se destacaram nas lutas em favor do povo negro.A questão racial é assunto de todos e deve ser conduzida para a reeducação das relações entre descendentes de africanos, de europeus e de outros povos.Reconhecer a existência do racismo no Brasil e a necessidade de valorização e respeito aos negros e à cultura africana.
 
Prof.º Genivaldo Pereira - http://historiadialetica.blogspot.com/2010/07/cultura-negra-em-sala-de-aula.html

Comunidades Tradicionais Negras e Quilombolas do Paraná

Um blog muito interessante, onde são abordados trabalhos e textos sobre as Comunidades Quilombolas do Paraná, sob a chancela da Prof.ª Clemilda Santiago Neto, Historiadora e Especialista em Educação Patrimonial, que faz parte do GT Clóvis Moura. Acessem: