quinta-feira, 21 de março de 2013

21 de Março: Dia Mundial de Combate ao Racismo

* Quinta-feira, 21 de março, é o “Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial”.  A data foi escolhida em memória ao episódio conhecido como “Massacre de Shaperville”.
Em 21 de março de 1960, na cidade de Sharpeville, África do Sul,  estudantes realizaram uma  manifestação, contra a Lei do Passe, que obrigava os negros da África do Sul a usarem uma caderneta onde estava escrito onde eles podiam ir. Durante o protesto, o exército atirou sobre a multidão matando 69 pessoas e ferindo outras 186.  O fato abalou o mundo e a data foi instituída para a reflexão sobre a luta do povo negro contra a discriminação.
Mais um dia para se refletir e se questionar sobre as diferenças entre pessoas, pelo seu tom de pele. Essa diferença que deveria fazer a diferença no aspecto cultural de um povo, mas que ainda é alvo de ignorância e desconhecimento de muitos. Infelizmente ainda temos casos de racismo em nosso país, que se diz miscegenado e que respeita a diversidade de cores da sua população. Mas, sabemos que isso ainda não é a realidade em nossa sociedade. Ainda precisamos de várias questões, como campanhas contra os racismo e preconceito racial, de discussões de leis em parlamentos para criar políticas de ações afirmativas, para possibilitar a igualdade racial, social e institucional da população afrodescendente em nosso país.
Acredito que com muita luta ainda conquistemos essa igualdade e enfim teremos oportunidades de buscar sonhos antes inatingíveis para pelo menos metade da população brasileira, representada por negros e pardos, ou seja a população preta do Brasil.

Profº. Galindo Pedro Ramos

quarta-feira, 20 de março de 2013

Vídeo: O negro na formação da sociedade brasileira


Programa da Tv Brasil e do site Brasilianas.org, apresentado dia 19 de novembro de 2012.O programa celebra a cultura negra no país e faz um balanço da contribuição do negro na formação da sociedade brasileira. Neste programa é abordado também a questão do estágio atual do preconceito, os avanços do ativismo negro e sua diversidade, além do legado histórico. Para debater o assunto, o programa recebe o presidente da Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura, Eloi Ferreira de Araújo; a coordenadora do Núcleo de Apoio à Pesquisa em Estudos Interdisciplinares sobre o Negro Brasileiro da Universidade de São Paulo, Eunice Prudente, e a professora do Departamento de Antropologia da PUC-SP, Teresinha Bernardo.

Extraído de:http://tvbrasil.ebc.com.br/brasilianas/episodio/o-negro-na-formacao-da-sociedade-brasileira

Mariene de Castro

MARIENE DE CASTRO- "ABRE CAMINHO"

Mariene de Castro, cantora, compositora e atriz baiana, notória por destacar o Maracatu e o Samba de Roda em suas músicas.
Mariene começou como Backing Vocal de Carlinhos Brown, Timbalada e Marcia Freire. Em 1996, fez seu primeiro show no projeto Pelourinho Dia e Noite, quando começou a despontar no cenário musical de Salvador, foi convidada a fazer shows na França e logo em seguida participando de shows em varios palcos importantes na Bahia. Seu primeiro cd foi Abre Caminho em 2004, que recebeu o prêmio Braskem de música e no ano seguinte recebeu o Prêmio TIM de Música como melhor disco regional.
Em 2010 lançou seu segundo álbum, Santo de Casa- ao Vivo no Teatro Castro Alvez em Salvador.
Além de cantora Mariene é compositora, tendo músicas em trilhas sonoras de filmes, como em Ó Paí Ó com Ilha da Maré, bem como participações em longas metragens, como no filme Jardim das Folhas Sagradas.
Uma grande artista, que leva toda a sua negritude e religiosidade para os seus trabalhos, com muito destaque.

Fontes:

segunda-feira, 18 de março de 2013

PRORROGAÇÃO PARA SELEÇÃO DE ALUNOS PARA O CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM EDUCAÇÃO PARA AS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS

 PRORROGAÇÃO PARA SELEÇÃO DE ALUNOS PARA O CURSO DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA EM EDU


 A Universidade Federal do Paraná (UFPR), por meio do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB/CEPIGRAD/PROGRAD) e da Coordenação de Políticas de Integração de Educação a Distância (CIPEAD/PROGRAD), torna pública a norma que rege o processo seletivo para ingresso no Curso de Extensão Universitária em Educação das Relações Étnico-Raciais. As inscrições estão prorrogadas até 24 de março de 2013.
Para ler o edital 016/2013  clique no link: http://www.nead.ufpr.br/
   
  Em caso de dúvidas, entrar em contato com a Coordenação do Curso no telefone: (41)9641-9585

quinta-feira, 14 de março de 2013

Dez mestres do suingue da música negra brasileira

Em meados dos anos 50, nos Estados Unidos, a mistura da música gospel com o rock and roll e o rhythm and blues gerou um filhotinho que ganhou o nome de soul music. Esse gênero musical viveu seu auge nos anos 60, mas continua dando frutos belíssimos, inclusive aqui, no Brasil.
Entre os diversos nomes que se dedicaram/dedicam à soul music à brasileira, ou música negra brasileira, estão aqui alguns desses representantes. Uma turma com muita alma e gingado.
Se alguém tiver mais sugestões de nomes fiquem a vonta de comentem. Obrigado.

1- Tim Maia
O Síndico, como o apelidou o amigo Jorge Ben Jor, foi aprender a fazer esse tipo de música na fonte, nos Estados Unidos, no início dos anos 60. Lá, ouviu muito Ray Charles e Sam Cooke, aprendeu direitinho, e misturou tudo com samba, baião, forró, rock e o que mais lhe viesse à cabeça. Resultado: discos geniais e sucessos como Você, Sossego, Azul da Cor do Mar, Réu Confesso e dezenas de outros. Um mestre, e uma figura inesquecível. Morreu em 1998, mas permanece vivo nos corações dos fãs de música.

2- Cassiano
Sua interpretação em falsete na maravilhosa balada A Lua e Eu, de 1976, é um dos momentos mais belos e emocionantes da soul music brasileira. Mas esse cantor e compositor paraibano fez muito mais, compondo músicas para o amigo Tim Maia como Primavera, tocando guitarra em discos alheios e gravando outras maravilhas de sua autoria, entre as quais Coleção e Amo Você. Cuban Soul 18 Quilates (1976) é um dos melhores discos de soul music não só do Brasil, como do mundo.

3- Hyldon
Na Lua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê) é daquelas músicas marcantes no universo da soul music brasileira. Estourou na metade dos anos 70 com seu autor, o talentoso cantor e compositor baiano Hyldon. O cara tem no currículo outros sucessos bem bacanas, como As Dores do Mundo e A Sombra de Uma Árvore, e continua na ativa, fazendo discos swingados, dançantes, sensuais e românticos. Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda (Casinha de Sapê) também fez sucesso nos anos 90 com o Kid Abelha.

4- Cláudio Zoli
 O cantor, compositor e guitarrista carioca começou tocando na banda de Cassiano. Logo, partiu para trabalhos próprios. O primeiro estouro ocorreu em 1983 com a música Noite do Prazer, que gravou com o grupo Brylho. Pouco depois, partiu para uma carreira solo das melhores, que gerou maravilhas da soul music brasileira como Cada Um Cada Um (Namoradeira), Felicidade Urgente, À Francesa e Flor do Futuro. Ele canta bem, mas como guitarrista é brilhante, especialmente na parte rítmica.

5-Tony Tornado
O paulista radicado desde moleque no Rio é mais conhecido como autor. Mas sua interpretação para a polêmica BR-3, que venceu o 5º Festival Internacional da Canção em 1970, é um dos momentos marcantes da soul music brasileira. É uma balada soul forte, com refrão irresistível e na melhor tradição do soul.

6-Sandra de Sá
A cantora e compositora carioca apareceu logo de cara com Demônio Colorido, uma balada soul daquelas inesquecíveis. Durante a carreira, investiu em várias vertentes musicais, mas sempre se mostrou melhor interpretando soul music. Sucessos como Retratos e Canções, Não Vá, Olhos Coloridos e Sozinho são provas de sua categoria. A moça tem um vozeirão que resiste ao passar dos anos. A diva da soul music brasileira.

7- Paula Lima
A cantora começou a ficar conhecida ao integrar com destaque a banda paulistana Funk Como Le Gusta, na década de 90. Depois, partiu para a carreira solo, na qual mistura elementos de MPB, pop e samba. Mas o tempero da soul music à moda brasileira é evidente e acentuado. Nos últimos tempos, ganhou fama como jurada do programa Ídolos, o que a tornou mais conhecida do grande público.

8-Tony Bizarro
Pode um soul man brasileiro ser branco e ter origem italiana? Sem dúvidas, se esse cara for esse cantor e compositor paulistano da gema. Bizarro (é seu sobrenome de verdade) está na estrada desde os anos 70, e lançou trabalhos muito bons, entre os quais a música Estou Livre. Ele também regravou com muito estilo BR-3. O cara lançou em 2009 Estou Livre, disco que não só marca o seu retorno como pode ser incluído entre os melhores da soul music à moda brasileira.

9- Negra Li
A cantora paulistana surgiu para o grande público ao participar do filme Antonia, a história de um fictício grupo de rap brasileiro. Em 2006, ela optou por uma carreira solo, e lançou um disco que a mostra à vontade no papel de cantora de soul music brasileira. Sua voz é muito bonita, e ela dá um banho de interpretação em Vou Estar Na Minha (que sampleia hit de Marisa Monte), além de contar com a participação de Caetano Veloso na música Meus Telefonemas. Tem futuro, a moça!

10- Wilson Simoninha
Seu pai, Wilson Simonal, tinha influências da soul music em seu trabalho, embora mais ligado ao samba e ao swing. Mas Simoninha é um cantor e compositor de soul music brasileira por excelência, como seus discos lançados a partir do final dos anos 90 deixam bem claro. O vozeirão guarda semelhanças com a do pai, embora tenha personalidade própria, e seu balanço e paixão ao cantar são típicos da soul music.

Racionais MC's: A vida é desafio

Música do Racionais MC's que serve muito bem de pano de fundo para a história de vida do negro no Brasil. Sempre tendo que correr atrás de seus sonhos, com erros e acertos, como todo mundo.  Sempre tendo que mostrar algo a mais pra ser respeitado, como pessoa e como cidadão.

Vídeo do Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=52NT9cSWC_8