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terça-feira, 6 de agosto de 2013

X Encontro do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial do Paraná (FPEDER-PR)

X Fórum Étnico Racial acontecerá este mês em Toledo


Entre os dias 15 e 17 de agosto, acontecerá o X Encontro do Fórum Permanente de Educação e Diversidade Étnico-Racial do Paraná (FPEDER-PR). O encontro será realizado no Teatro Municipal de Toledo e Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), com início previsto para as 8 horas da manhã, com uma apresentação de tambores, exposição e mesas de debates.
O FPEDER foi criado em 2004 e a partir deste ano iniciaram-se os encontros anuais. O último foi realizado em Maringá em 2012. O fórum é uma instância de interlocução entre a sociedade e o Estado e tem o objetivo de preparar educadores capazes de inserir de maneira correta o ensino da cultura Africana, nas escolas públicas e particulares, para tanto serão realizadas palestras e oficinas de aprendizagem durante o fórum.
O tema escolhido para o fórum é ‘Dez anos da Lei 10639/03, perspectivas e desafios em sua implementação na educação escolar do Paraná’. A temática foi aderida porque no último dia nove de janeiro comemorou-se no Brasil dez anos que a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática ‘História e Cultura Afro-Brasileira’. Ainda refere-se a História e Cultura Afro-Brasileira que devem ser ministradas no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de Educação Artística e de Literatura e História Brasileira. Além de incluir no calendário escolar o dia 20 de novembro como Dia Nacional da Consciência Negra.
O Fórum é voltado aos educadores municipais e estaduais e aos representantes de movimentos que trabalham para que a lei seja realmente cumprida, mas também será aberto à participação de toda a comunidade. Conforme a coordenadora da Diversidade Cultural da Secretaria de Educação de Toledo, Caroline Recalcatti Silveira, cerca de 700 pessoas devem participar do evento. “São 700 vagas abertas para todo o estado e as inscrições são gratuitas. Estamos esperando uma grande participação, tanto de pessoas do Paraná, como também de outros lugares do país, uma vez que este fórum é referência pela qualidade de conteúdo e dos profissionais que estarão presentes”, comentou.
Programação
A frente das palestras estarão a Drª Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva com experiência em pesquisa e extensão em Educação: relações étnico-raciais; práticas sociais e processos educativos; políticas curriculares e direitos humanos. Também uma das mentoras da Lei 10639/03. Ainda estarão presentes o Conselheiro do Ministério da Educação (MEC), Eduardo Davi de Oliveira e a Primeira Negra á conquistar o cargo Reitora de uma Universidade, Nilma Lino Gomes, da Universidade Ácacio Almeida de Belo Horizonte, Minas Gerais.
Na sexta-feira pela manhã acontecerão as palestras com a Dr Petronilia e o conselheiro do MEC, Eduardo Oliveira. Na parte da tarde serão realizadas oficinas junto á Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e a noite será realizada uma noite cultural com apresentações de Escolas Municipais e Estaduais dentro do tema proposto pelo fórum. Também serão realizadas exposições de trabalhos confeccionados pelas escolas e Universidades.
A manhã do sábado inicia com as oficinas na Unioeste. No período da tarde será realizado um debate de fechamento com a discussão sobre o material elaborado para o fórum. De acordo com Caroline a organização está pesquisando uma ajuda de custo para alimentação e acedência de lugares para que o evento aconteça.

Fonte: http://www.toledo.pr.gov.br/noticia/x-forum-etnico-racial-acontecera-este-mes-em-toledo

PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Legislações sobre relações raciais

PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Legislações sobre relações raciais: Para saber mais informações sobre legislações sobre relações raciais CLIQUE AQUI

PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Literatura Afro-Brasileira - Autores

PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Literatura Afro-Brasileira - Autores: Literatura Afro-Brasileira - Índice de autores - CLIQUE AQUI

PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Impacto das Cotas nas Universidades Brasileiras

PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Impacto das Cotas nas Universidades Brasileiras: Impacto das Cotas nas Universidades Brasileiras Depois de publicado o primeiro livro em que mostrou o processo de decisão das cotas em 11 ...

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PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Livro educação infantil e diversidade racial

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Educação Infantil e práticas promotoras de igualdade racial 2012.pdf — Educacao

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quinta-feira, 18 de julho de 2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Raça Brasil | Embranquecimento: do Campo às arquibancadas

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Raça Brasil | Para onde foi Jamelão? - No centenário do maior intérprete de sambas que o país já viu, o esquecimento foi convidado de honra

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Raça Brasil | 15 filmes para ver e refletir Raça Brasil selecionou grandes filmes estrangeiros que trazem o negro como tema central e que marcaram a história do cinema. Eles foram resenhados e avaliados por uma dupla especializada: Alexandre Koball e Andy Malafaya, do site Cineplayers, um dos maiores e mais respeitados portais de cinema do País.

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Raça Brasil | Meninas Black Power - Ser negro não é um sentimento dado a priori, ser negro é um vir a ser. Ser negro é tornar-se negro, sentencia a Psicanalista Neusa Santos numa frase que serve como mote para quem se propõe a reafirmar sua negritude. E essa é, de fato, a empreitada em que as Meninas Black Power estão empenhadas. Com mais de 27 mil seguidoras, um grupo de meninas propagam no Facebook o orgulho de ter cabelo crespo. Além de assumirem suas madeixas crespas em seu dia a dia, incentivam

Raça Brasil | Meninas Black Power - Ser negro não é um sentimento dado a priori, ser negro é um vir a ser. Ser negro é tornar-se negro, sentencia a Psicanalista Neusa Santos numa frase que serve como mote para quem se propõe a reafirmar sua negritude. E essa é, de fato, a empreitada em que as Meninas Black Power estão empenhadas. Com mais de 27 mil seguidoras, um grupo de meninas propagam no Facebook o orgulho de ter cabelo crespo. Além de assumirem suas madeixas crespas em seu dia a dia, incentivam

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Festival Latinidades 2013


Em em sua 6ª edição, o Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha será realizado em Brasília, de 19 a 28 de julho, sob o tema Arte e Cultura Negra – Memória Afrodescendente e Políticas Públicas. O festival desenvolve ações de formação, capacitação, empreendedorismo, economia criativa, cultura e comunicação e traz ampla programação artística com shows, exposições, lançamentos literários, entre outros.
O Latinidades envolve anualmente diversos estados brasileiros, com crescente participação internacional. Desenvolve diálogos com o poder público, organizações não-governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades, redes, coletivos e outros grupos. Constitui, também, um espaço para convergir iniciativas do estado e da sociedade civil relacionadas ao enfrentamento do racismo, sexismo e promoção da igualdade racial.
Atualmente, o Latinidades é considerado o maior festival de mulheres negras do país. Em 2013 vai falar de memória afro-descendente no fazer contemporâneo e a necessidade efetivar políticas públicas para a cultura negra. Pretende discutir temas atuais trazendo a herança ancestral de parte do que o povo afro-latino incorporou, recriou e hoje apresenta nas diversas linguagens, demandas e áreas de atuação.
Tema 2013: Arte e Cultura Negra – memória afrodescendente e políticas públicas
O tema de 2013, além de buscar o debate sobre políticas públicas, pretende dar visibilidade à cultura afro-latina e algumas de suas manifestações, sobretudo considerando o recorte de gênero. Rediscutir a influência da arte de matriz africana no contexto da produção artístico-cultural, promover e fortalecer a memória identitária afro-latina, trazer à tona origens e nuances sobre nosso imaginário coletivo.
Latinidades 2013: música, teatro, fotografia, moda, dança, espiritualidade, artes visuais, contação de histórias, ruas de lazer, esportes, lançamentos literários, palestras, debates, oficinas e muito mais! Clique aqui para acessar a programação completa.

Serviço:
VI Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha
Data: 19 a 28 de julho
Local: Funarte e Museu da República – Brasília-DF
Inscrições(gratuitas): http://afrolatinas.com.br/inscricoes/
Obs.: As inscrições dão acesso a palestras, debates e oficinas.Para shows, lançamentos literários não é necessário inscrição prévia.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Chico Rei - Rei Africano, que tornou-se escravo, conseguiu alforria e libertou mais de 400 escravos



Chico Rei, nasceu em Galanga no Congo como um monarca guerreiro e sumo-sacerdote do Deus pagão Zambi-Apungo, foi capturado com toda a corte por comerciantes portugueses de escravos e vendido com o filho Muzinga no Rio de Janeiro, de onde foi levado assim como tantos outros escravos africanos em 1740, para trabalhar na mineração de ouro.Sua esposa a rainha Djalô e a filha, a princesa Itulo, foram jogadas no oceano pelos marujos do navio negreiro Madalena para aplacar a ira dos Deuses da Tempestade, que quase o afundou.

Depois de servir cinco anos como escravo do major Augusto de Andrade Góis, Chico Rei comprou, por meio do padre Figueiredo, sua carta de alforria, libertou o filho, conseguiu comprar uma mina de ouro supostamente esgotada e, com o trabalho na mineração, alforriou outros 400 cativos, entre os quais os integrantes da sua corte africana.
Sua devoção a Santa Ifigênia cresceu com fé robusta. Foi, então, que Chico sentiu a necessidade de erguer uma igreja para a santa, cuja capela se fincou com modéstia no Alto da Cruz. Uma igreja no alto do morro para ser vista por todos. Ali Chico Rei foi crismado por Dom Manoel da Cruz e casou-se, pela segunda vez, com Antônia, filha do Sacristão da Igreja, sendo seu casamento realizado por Dom Manoel Teixeira.
No dia 6 de janeiro de 1747, Vila Rica foi surpreendida com uma festa que desconhecia. Chico Rei e seus patrícios, alforriados apareceram na capela de Nossa Senhora do Rosário com uma indumentária surpreendente. Dançaram o Congado, dança criada por Chico que tornou-se popular em Vila Rica e em todos os lugares onde se fazia o Congado.
Aproveitando, habitualmente, uma brecha no sistema colonial, Chico, um homem inteligente e enérgico, tornou-se rei novamente no exílio, com direito a cetro de ouro, coroa e palácio real. Com seu carisma e determinação, o rei proletário, que trabalhava como todos nas minas de ouro, se tornou, também, um homem rico e respeitado, que deixou 42 potes, com aproximadamente 100 quilos do metal precioso, ao morrer, em 1781, aos 72 anos.
Rei de sua tribo, lutou para alforriar seus súditos na América, tornando-se líder em Ouro Preto. Transformou-se numa figura lendária, considerada o símbolo da liberdade no Brasil, principalmente em Minas Gerais. Chico Rei tinha alguns amigos na população servil e muitos admiradores entre os brancos.
Depois da morte do monarca, boa parte da comunidade formada por cativos alforriados abandonou Ouro Preto. Os prováveis motivos foram por esgotamento total da mina de Encardideira, comprada por Chico do major Augusto, e a perda de prestígio e segurança sem a presença do rei-escravo.
Muzinga (filho de Chico) e seus seguidores dirigiram-se, provavelmente em 1785, para Vila do Tijuco (atual Diamantina), terra de Xica da Silva, para trabalhar na extração de diamantes quando, ao passar em Pompéu, cidade das vizinhanças, pararam para se aconselhar com o padre Antonio Moreira, que, ao ver o ouro que traziam, os convenceu a comprar terras de sua propriedade na Pontinha.Muzinga, como o pai, tinha adotado o catolicismo em substituição aos ritos africanos e se tornado devoto de Santa Ifigênia, santa negra de origem egípcia, e Nossa Senhora do Rosário, homenageadas em igrejas que Chico Rei ajudou a construir em Ouro Preto.





 

Chico Rei - Samba Enredo da G.R.E.S. Acadêmicos do Salgueiro - 1964

SAMBA ENREDO                                                1964
Enredo     Chico Rei
Compositores     Geraldo Babão, Djalma Sabiá e Binha



Vivia no litoral africano
um régia tribo ordeira
cujo rei era símbolo
de uma terra laboriosa e hospitaleira.

Um dia, essa tranqüilidade sucumbiu
quando os portugueses invadiram,
capturando homens
para fazê-los escravos no Brasil.

Na viagem agonizante,
houve gritos alucinantes,
lamentos de dor
Ô-ô-ô-ô, adeus, Baobá,
Ô-ô-ô-ô-ô, adeus, meu Bengo, eu já vou.

Ao longe Ninas jamais ouvia,
quando o rei, mais confiante,
jurou a sua gente que um dia os libertaria.

Chegando ao Rio de Janeiro,
no mercado de escravos
um rico fidalgo os comprou,
para Vila Rica os levou.

A idéia do rei foi genial,
esconder o pó do ouro entre os cabelos,
assim fez seu pessoal.

Todas as noites quando das minas regressavam
iam à igreja e suas cabeças lavavam,
era o ouro depositado na pia
e guardado em outro ligar de garantia
até completar a importância
para comprar suas alforrias.

Foram libertos cada um por sua vez
e assim foi que o rei,
sob o sol da liberdade, trabalhou
e um pouco de terra ele comprou,
descobrindo ouro enriqueceu.

Escolheu o nome de Francisco,
ao catolicismo se converteu,
no ponto mais alto da cidade Chico-Rei
com seu espírito de luz
mandou construir uma igreja
e a denominou
Santa Efigênia do Alto da Cruz!


Fonte: http://academiadosamba.com.br/passarela/salgueiro/1964.htm

UNEGRO/PARANÁ: Vereadores de Curitiba aprovaram sugestão ao Execu...

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Xadrez das Cores


Curta metragem "O Xadrez das Cores " (2004, 21 minutos), dirigido por Marco Schiavon.
o Vídeo narra a história de uma senhora branca que fica sob a guarda de uma empregada doméstica negra. A idosa não faz questão nenhuma de disfarçar seu racismo é utiliza o jogo de xadrez humilhar a empregada, mas é justamente o jogo de xadrez que fará com que as personagens produzam reflexões que mudarão as suas vidas.





segunda-feira, 13 de maio de 2013

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O básico sobre religiões de matriz africana


Em solo brasileiro a religiosidade de origem africana adaptou-se à realidade do regime escravocrata e cristão-católico. Contudo, mesmo sob grande privação, a força milenar da fé desse povo (re)nasceu das cinzas nas senzalas das fazendas e nos quilombos, formando uma vasta gama de denominações religiosas “afro-brasileiras”.
Conhecemos as religiões afro-brasileiras como Candomblé, Batuque (no RS), Umbanda (a mais tipicamente brasileira), Xangô, Tambor de Minas, Cabula, Encantaria, entre outras tantas.
Com a vinda dos povos africanos ao Brasil - aqui vendidos como mercadoria destinada à escravidão - veio também sua milenar cultura e formas de cultuar Deus e outras entidades transcendentes. Não se trata, portanto, de uma cultura e religiosidade qualquer: quando falamos da África, precisamos ter em conta de que aquele continente vem a ser o berço da raça humana e, por conseguinte é, igualmente, um importante polo cultural onde se desenvolveram as primeiras grandes religiões do mundo, o culto aos ancestrais, os Orixás.
A diversidade nominal das religiões de matriz africana deve-se, em parte, às diferentes nações que deram origem ao povo africano no Brasil. Destacam-se as nações Keto, Angola e Banto.
Um Deus, diversas divindades
As religiões de matriz africana, ao contrário do que se poderia imaginar, não são religiões politeístas. São monoteístas. Conforme a tradição Yorubá, Olodumaré (ou Olorum) é o nome do único Deus Supremo, o Senhor absoluto sobre o que há no céu e na terra. Olodumaré é Único, Criador, Rei, Onipotente, Transcendente, Juiz e Eterno. Não recebe cultos e oferendas diretamente. Mas sempre que um africanista invoca uma divindade, a oração inicia por Axé (se Deus puder aceitar esta minha oração).
As divindades que recebem cultos e oferendas são os Orixás. São figuras divinizadas a serviço do governo do mundo. Algumas destas, ao lado de Olodumaré, participaram da criação do mundo (Oxalá, Oxum e Iemanjá). Outros são ancestrais. São homens e mulheres que, por suas vidas exemplares, foram divinizados e agora personificam forças e fenômenos naturais. Cada Orixá representa uma força da natureza. Por isso muitos classificam estas religiões como animistas. Quando um devoto dessas religiões invoca seu Orixá, ele se refere às forças da natureza pertencentes à criação do Pai Olodumaré.
Os Orixás
Entre outros, os mais cultuados são:Exu (Bará): cuida dos prazeres, da virilidade, da procriação. Vestido com um manto vermelho e correntes, cumpre a função de ligar o humano ao espiritual.

Ogum: envolto em vestes de metal e cheio de armas, é o dono do ferro forjado e o que dele derivar. Sua força se destina aos que precisam de socorro imediato.
Iemanjá: veste-se como as ondas do mar e sua espuma. Enfeitada de estrelas e conchas marinhas, recebe a incumbência de iluminar as estrelas e cuidar da clareza dos pensamentos dos filhos de Olodumaré.
Iansã: traz ventos e frescor. Coberta de exuberantes adornos de cobre, administra os montes com seus ventos. Proporciona alegrias, moradia e panelas fartas em alimentos.
Xangô: se apresenta como força incandescente. A ele cabe zelar para que em cada amanhecer o sol traga seu calor e claridade, e que, por sua força e sabedoria, seja feita a justiça. Também cuida do jogo.
Odê e Otim (Oxossi): enfeitados com peles e penas, têm a função da caça e da pesca, bem como cuidam da alimentação. E por serem jovens cheios de vitalidade, assumem o cuidado do crescimento das crianças.
Obá: simples, firme, seguro e adornado com uma navalha, tem a seu encargo a guarda dos caminhos. Ademais, Olodumaré ordena que Obá zele pelas amizades e que corte as intrigas com a sua navalha.
Oxalá: é o mais velho dos filhos de Olodumaré. Usa vestido de algodão branco e cumpre a função de administrar a evolução espiritual e a paz entre todos os seres humanos.
Ossanha: veste folhas e sabe lidar com as ervas (plantas) que curam.
Oxum: revestida de ouro e riquezas, é a responsável pela beleza e pela fecundidade. Assume a tarefa de harmonizar os lares, cuidar das famílias, das crianças, das nascentes dos rios e da água doce.
Para cada momento da vida de uma pessoa, família ou grupo social a cultura religiosa africanista destina a proteção de um ou mais Orixás. Não há espaço para a solidão ou para a falta de proteção divina. Tudo que é da vida é da religião.
Além da interligação do humano com o divino, as Religiões dos Orixás (permita denominá-las assim) cumprem também importante papel social na vida de seus adeptos. A dura vida do trabalho forçado, a marginalização e o racismo que os acompanha desde os primórdios da escravidão, encontrou nos terreiros, sob a proteção dos Orixás, um importante lugar de liberdade e experiência cidadã. Mas não só naquele tempo. A maioria dos negros ainda hoje permanece na periferia da sociedade devido a um avassalador processo de marginalização e exclusão social. Por isso, os terreiros das religiões de matriz africana continuam sendo um privilegiado lugar de integração social e formação cultural. É nos terreiros que eles se sentem acolhidos e respeitados.
Axé!
Inácio José Spohrprofessor, irmão jesuíta, Instituto Humanitas, Unisinos, São Leopoldo, RS.
Pai Dejair de Ogumbabalorixá, Instituto Humanitas, Unisinos, São Leopoldo, RS.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

UNEGRO/PARANÁ: DISCRIMINAÇÃO DE COR FALA MAIS ALTO NA HORA DE ADO...

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quinta-feira, 11 de abril de 2013

Chimamanda Ngozi Adichie




A escritora nigeriana, Chimamanda Ngozi Adichie, nasceu em Abba, no dia 15 de setembro de 1977, mas cresceu na cidade universitária de Nsukka, no sudeste da Nigéria, onde se situa a Universidade da Nigéria. Seu pai era professor de Estatística na universidade, e sua mãe trabalhava como secretária no mesmo local. Quando completou dezenove anos, deixou a Nigéria e se mudou para os Estados Unidos. Depois de estudar na Universidade Drexel, na Filadélfia, Chimamanda se transferiu para a Universidade de Connecticut. Fez estudos de escrita criativa na Universidade Johns Hopkins de Baltimore, e mestrado de estudos africanos na Universidade de Yale.
Seu primeiro romance, Purple Hibiscus (Hibisco roxo), foi publicado em 2003. O segundo romance, Half of a Yellow Sun (Meio sol amarelo), foi assim chamado em homenagem à bandeira da Biafra, e trata de antes e durante a guerra de Biafra. Foi publicado pela editora Knopf/Anchor em 2006, e ganhou o Orange Prize para ficção em 2007.




...: VII SEMANA DA ÁFRICA : IDENTIDADES AFRICANAS NA PR...

...: VII SEMANA DA ÁFRICA : IDENTIDADES AFRICANAS NA PR...

Calendário internacional da cultura negra

Informações sobre datas que marcaram a história do negro no Brasil e no mundo...
Acesse o calendário no link: http://www.palmares.gov.br/2011/03/calendario-internacional-da-cultura-negra-2/

quinta-feira, 4 de abril de 2013

MARTIN LUTHER KING

"Eu tenho um sonho. O sonho de ver meus filhos julgados pelo caráter, e não pela cor da pele."
                                                                    Martin Luther King



Hoje, dia 04 de abril de 2013, fazem 45 anos da morte do mais atuante ativista político, lutador pelos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e combatente do preconceito racial, que o mundo já viu.
Foi assassinado em um hotel em Memphis, por um opositor, nos Estados Unidos aos 39 anos. O assassino, um homem branco, foi condenado a 99 anos de prisão.
Martin Luther King nasceu no dia 15 de janeiro de 1929 em Atlanta.
Formou-se em teologia pelo Seminário Teológico Crozer e, em 1955, concluiu o doutorado em filosofia pela Universidade de Boston.

Em 1954 Martin Luther King iniciou suas atividades como pastor em Montgomery, capital do estado do Alabama, quando começou a luta contra o preconceito racial, quando do incidente em que uma cidadã chamada Rosa Parks ,recusou-se a ceder seu lugar para um branco num ônibus, King liderou um forte boicote contra a segregação racial. O movimento durou quase um ano, King chegou a ser preso, mas ao final a Suprema Corte decidiu pelo fim da segregação racial nos transportes públicos.
Seu evento mais importante foi quando conseguiu reunir 200.000 pessoas e proferiu o discurso “Eu tenho um sonho”, em Washington, no dia 28 de agosto de 1963. O discurso foi tão Importante que deu origem à lei dos Direitos Civis de 1964. Em 1965, foi publicada a lei dos direitos de voto dos negros.
Martin Luther King recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 1964. 
Em 1983, a terceira segunda-feira do mês de janeiro foi decretada feriado nacional, nos Estados Unidos, em homenagem ao aniversário de Martin Luther King. 



Parte do discurso de Martin Luther King, em Washington, em 1963.


Fontes:

PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Impacto das Cotas nas Universidades Brasileiras

PEABED - Periódico de Estudos Afro-Brasileiros e Diversidade: Impacto das Cotas nas Universidades Brasileiras: Impacto das Cotas nas Universidades Brasileiras Depois de publicado o primeiro livro em que mostrou o processo de decisão das cotas em 11 ...

segunda-feira, 25 de março de 2013

A Educação das Relações Raciais na Escola | AfroPress

A Educação das Relações Raciais na Escola | AfroPress

O texto pretende apresentar uma reflexão acerca da Lei nº 10.639/03 que acrescentou à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional a obrigatoriedade do ensino de História e Cultura Afro-Brasileiras e Africanas na Educação Básica. Tendo passado dez anos da assinatura dessa Lei, levantamos quais são os desafios que ainda permanecem e as possibilidades à sua implementação, entendendo que há grande relevância no tema para fundamentar outras discussões sobre a metodologia que vem sendo empregada, os objetivos e conteúdos trabalhados e as adequações na formação de professores.

domingo, 24 de março de 2013

Boneca Abayomi





Essa foi eu mesmo quem fez. Aprendi na Oficina de Saberes Quilombolas, da Professora Bel Cabral, de Palmas, no Encontro de Educadores Negros e Negras do Estado do Paraná em 2012.

A palavra Abayomi tem origem no iorubá, significando aquele que traz felicidade ou alegria, ou ainda, "meu presente". (Abayomi quer dizer encontro precioso: abay=encontro e omi=precioso). O nome é comum na África do Sul, mas também é encontrado até o norte da África, e no Brasil. No Brasil, designa bonecas de pano artesanais, muito simples, a partir de sobras de pano reaproveitadas, feitas apenas com nós, sem o uso de cola ou costura e com mínimo uso de ferramentas. Conta-nos a história que os negros confeccionavam ABAYOMIS como amuleto de proteção espiritual. Em viagens para o Brasil nos navios negreiros, durante o tempo da escravidão, as mulheres rasgavam a barra da saia e faziam Abayomis para as crianças brincarem.

I Seminário do Dia Internacional de Combate ao Racismo em Ponta Grossa











Pela primeira vez, em Ponta Grossa, foi realizado um evento que discutiu a questão do negro na sociedade e no mercado de trabalho. Um grande trabalho do Instituto Sorriso Negro dos Campos Gerais. Parabéns a todos que se empenharam para a realização desse evento, Dr. Zé Luis, Profº. Carlão, Profº. Saulo, Profº. Daniel e tantos outros que fazem parte do Instituto.